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A República de Pandilha

  • Foto do escritor: João Bosco
    João Bosco
  • 18 de abr.
  • 1 min de leitura

A República de Pandilha – Por Rui Brum

Em algum lugar do mundo, existe um país fictício chamado República de Pandilha.

Uma nação onde as instituições, criadas para proteger o povo, parecem ter se distanciado de sua missão original. Onde o poder, em vez de servir, se organiza para se preservar.


Na República de Pandilha, governar deixou de ser um compromisso com o bem comum — tornou-se uma engrenagem de interesses. O sistema se ajusta, se molda, se reinventa… sempre com o mesmo objetivo: continuar no controle.


Ali, decisões nem sempre parecem guiadas pela justiça, mas pela conveniência. O discurso público promete, enquanto a realidade cotidiana cobra. O povo trabalha, contribui, espera… e recebe pouco diante de tudo que entrega.

Os que ousam questionar enfrentam resistência. Em alguns casos, são desacreditados, pressionados ou isolados. Criam-se narrativas, constroem-se versões, e a verdade se torna cada vez mais disputada.


Enquanto isso, instituições que deveriam agir como guardiãs da ordem parecem, muitas vezes, silenciosas. Outras, vistas como imparciais, passam a ser percebidas como participantes do jogo.


E o mais preocupante: a normalização.

Quando o absurdo deixa de chocar…

Quando o errado passa a ser tolerado…

Quando o silêncio substitui a indignação…


A República de Pandilha deixa de ser apenas uma ficção — e se torna um espelho incômodo.

A grande pergunta que ecoa não é apenas sobre esse país imaginário…

Mas sobre qualquer sociedade que permita que isso aconteça:

Até quando?

 
 
 

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